Vamos ser diretos: atuar como médico, dentista, psicólogo, fisioterapeuta ou profissional de saúde em geral usando apenas o CPF continua sendo a forma mais cara de trabalhar no Brasil.
Em 2026, as regras mudaram, mas não se engane com as manchetes sobre isenção. Se você fatura bem, a "mordida" continua gigante.
A "pegadinha" da isenção dos R$ 5.000,00
Você deve ter ouvido falar que "agora quem ganha até 5 mil não paga imposto". Isso é verdade, mas tem um detalhe que ninguém te conta: esse benefício desaparece para quem ganha mais.
A nova regra de 2026 criou uma dedução especial que zera o imposto para rendas baixas. Porém, essa dedução vai diminuindo até sumir completamente para quem ganha acima de R$ 7.350,00.
Ou seja: se você fatura R$ 15 mil ou R$ 20 mil com seus plantões e consultas, você não entra nessa regra nova. Para você, essa isenção de 5 mil basicamente não existe. Você cai na regra geral, onde a faixa isenta é muito menor e a alíquota máxima de 27,5% já morde grande parte do seu faturamento.
Resumo: para o profissional de saúde consolidado, o Leão continua faminto. De cada R$ 10.000,00 faturados no CPF, o imposto pode levar quase R$ 3.000,00.
A solução: O CNPJ protege você (mesmo com a Reforma Tributária)
2026 marca o início da transição da Reforma Tributária, mas o Simples Nacional continua firme e forte como um "escudo" para a maioria dos prestadores de serviço.
Sair do CPF e abrir um CNPJ te coloca em regras muito mais justas:
- Lucro Presumido: Imposto na faixa de 13,33% a 16,33%.
- Simples Nacional: Pode começar em apenas 6% (e foge da confusão inicial dos novos impostos IBS/CBS que estão em teste).
O segredo dos 6% (Fator R) continua valendo
A regra de ouro da Martins Gestão segue a mesma: o Fator R.
Muitos contadores desavisados jogam o médico direto no Anexo V (imposto partindo de 15,5%). Nós fazemos o planejamento para te colocar no Anexo III, onde sua carga tributária total fica muito menor.
A matemática é simples: se a sua folha de pagamento (incluindo o seu próprio Pró-Labore/salário de sócio) for equivalente a 28% do seu faturamento, sua alíquota despenca para 6%.
Vamos para a ponta do lápis?
Imagina um faturamento de R$ 20.000,00 mensais em 2026:
- No CPF (Pessoa Física): Como você ganha acima do teto da nova isenção, pagaria cerca de R$ 4.200,00 a R$ 5.000,00 de imposto todo mês.
- No CNPJ (com Fator R): O imposto seria aprox. R$ 1.200,00 (mais o INSS sobre o Pró-labore).
A economia é absurda. Paga a contabilidade, paga o INSS (que conta para sua aposentadoria) e sobra dinheiro no caixa.
Resumo da ópera
Não espere a Receita Federal cruzar os dados do seu banco. Em 2026, com sistemas cada vez mais integrados, o risco de malha fina é altíssimo.
Quer saber se o Fator R funciona para o seu caso específico? Chama a gente na Martins Gestão. A gente faz a conta exata para você, sem promessas vazias, só matemática.
Leandro Martins
Sócio Fundador